Se voce conhece a família ou conhecidos entre em contato

Marcelo e Raquel surdo-mudos precisam de ajuda. ATUALIZAÇÃO AGOSTO/1913: ENCONTRADOS OS PAIS BIOLÓGICOS.

LIOR DOS SANTOS

Procuro minha mãe Izabel Alves dos Santos. Nasci em Agosto ou Set/1986 - Curitiba ou outra região

BUSCA IMEDIATA É LEI FEDERAL 11.259/05

Determina que o registro do desaparecimento de crianças e adolescentes seja feito imediatamente. Não é necessário esperar 24h.

50 MIL CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECEM POR ANO NO BRASIL

20% desses casos não são resolvidos, ou seja, 10 mil crianças e adolescentes não voltam para as suas famílias.

DESAPARECIDOS DO BRASIL NA LUTA CONTRA OS SEQUESTROS DE CRIANÇAS

O tráfico humano existe e é a principal causa dos desaparecimentos de crianças e adolescentes. Junte-se à nós nessa luta! Cadastre-se.

19 de jul de 2014

Médica desaparecida vivia como moradora de rua

Médica desaparecida há 11 meses vivia como moradora de rua







Rita Aparecida Impocetto de Sá, de 45 anos, havia sumido há cerca de 11 meses. Ela trabalhou durante vários anos em postos de saúde de Apucarana e há cerca de dois anos teve um trauma emocional após ser assaltada em Maringá (PR) . “Ela já foi internada anteriormente, mas não conseguiu se recuperar do trauma emocional sofrido na ocasião do roubo”, conta o professor e escritor Bráz Miranda de Sá esteve esteve ontem (15) à tarde na 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana para fazer o cancelamento de um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de sua filha.

Emocionado Bráz falou do desaparecimento e posterior localização da filha na 17ª SDP.”Quero agradecer a Polícia Civil na pessoa do investigador Roberto Francisco dos Santos, que muito nos ajudou, e também a todas as pessoas que oraram pedindo à Deus que nós a encontrássemos”

Rita foi localizada pela Polícia Civil no distrito de Santo Amaro, na grande São Paulo, e vivia como moradora de rua, após gastar todo o dinheiro com o qual saiu de Apucarana e vender seu veículo. O professor Bráz relatou que a médica saiu de casa de carro, sacou R$ 9 mil em uma agência bancária e desde então não havia mais retornado para o convívio da família.

Agora Rita está internada na Clínica das Palmeiras, em Londrina, para tratamento psicológico.



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28 de nov de 2013

Lukas Wesley Barbosa continua desaparecido


ATUALIZAÇÃO  - 28/11/2013 - Rede Record irá passar hoje, 28/11/2013,  mais uma matéria sobre o pequeno Lukas Wesley da Silva, desaparecido em 23/9/2012.

Veja a matéria:




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ATUALIZAÇÃO -  A polícia deu como encerrada a investigação. Um menor confessou que assassinou a criança e está preso na Fundação Casa, porém o corpo do Lucas  nunca foi encontrado. A mãe contesta a versão da polícia. Veja abaixo o e-mail que ela enviou às autoridades.






Email enviado pela mãe de Lucas Wesley às autoridades.

De: Cintia da Silva Barbosa
Data: 30 de março de 2013
Assunto: : Reabertura do caso de Lukas Wesley Barbosa (3 anos). Criança desaparecida em 23/09/2012.
Para: seguranca@sp.gov.br, pessoasdesaparecidas@ssp.sp.gov.br
Cc: dh@mp.sp.gov.br, infancia@mp.sp.gov.br, ouvidoria@mp.sp.gov.br

Srs. Da Secretaria de Segurança Pública, representada pelo Sr. Fernando Grella Vieira e Ministério Público do Estado de São Paulo, representados pela secretaria de Direitos Humanos e Infância e Juventude, venho por meio desta fazer um apelo junto à Sociedade Brasileira sobre reabertura do caso do meu filho, Lukas Wesley Barbosa, 3 anos, desaparecido em 23/09/2012 na cidade de São Paulo.

Meu filho desapareceu na porta da casa no dia 23/09/2012. Testemunhas disseram ter visto ele pela última vez na companhia de um adolescente, no qual, depois foi feito um retrato falado amplamente divulgado na mídia. O adolescente foi reconhecido e apreendido. Quando apreendido, disse ter levado meu Lukas até a Praça da Sé, onde entregou-o a uma mulher.
Após esse relato, o adolescente mudou sua versão, dizendo ter abusado sexualmente e matado meu filho, e após isso jogou-o de cima da ponte de um córrego, no bairro Aricanduva, Zona Leste de São Paulo. O Corpo de Bombeiros na época fez buscas no córrego e nenhum corpo ou pistas sobre o meu filho foram encontradas. Na época inclusive foi divulgada que assim que o Corpo de Bombeiros tivessem informações precisas sobre o corpo, as buscas seriam retomadas imediatamente. Onde estão essas buscas?! Onde está meu filho?!
O delegado da divisão da Delegacia de Desaparecidos e Divisão Antissequestro, Sr. Joaquim Dias Alves, na época disse “ter fortes indícios da autoria e materialidade do crime”. Sr. Joaquim, materialidade de um crime é o quê, um corpo?! Onde estão as provas?!

O que eu, como mãe, cidadã brasileira pergunto há 6 meses é:

1. Como o Estado que tem o orgulho de ter um programa “São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos”, lançado em 25/05/2012, pode tratar com tanta omissão e descaso o desaparecimento de uma criança de apenas 3 anos de idade? Como?!

2. Que ações foram feitas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, representada pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas, para dar uma resposta definitiva à minha família em relação ao meu filho?

3. Que ações foram feitas pela Secretaria de Segurança Pública em relação ao meu filho, obedecendo a lei federal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)?! Lei essa que estabelece no Capítulo VII, “§2o A investigação do desaparecimento de crianças ou adolescentes será realizada imediatamente após notificação aos órgãos competentes, que deverão comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido.”

4. Como um caso que teve uma considerável repercussão na mídia, não teve resposta efetiva sobre o encontro de um corpo ou mesmo direcionamento das investigações de que realmente meu filho foi entregue a uma pessoa na Praça da Sé? E em se tratando da entrega de uma criança na Pça. Da Sé, câmeras de vigilância foram analisadas? Como esse adolescente se dirigiu à Praça da Sé; onde estão os registros de bilhetes de ônibus?

5. Por que temos tantos casos de crianças e adolescentes desaparecidos (368 casos) registrados no site da Secretaria de Segurança Pública do Estado de SP, sem solução, sem direcionamento? Casos como Larissa Izabel Heymer (BO 1610/2011), Lucas Fuzaro Mori (BO 113/2011), Lucas Pereira (1751/2008), Hugo Ribeiro (desaparecido em 07/2007) dentre tantos outros?! E meu filho, onde está?!

6. Por que o BO do meu filho (Queixa 15826/2012, BO 5220/2012) ainda consta como criança desaparecida, sendo que a polícia diz “ter fortes indícios da autoria e materialidade do crime”. Ora Srs., insisto em perguntar; a materialidade de um crime é um corpo?! Onde está?!

7. A perícia na época verificou condições meteorológicas (tempo) para saber se no córrego realmente foi jogado uma criança e o mesmo foi arrastado pela água até desembocar em algum rio? Onde está o meu filho?!
Srs., eu preciso de respostas! Minha família precisa de respostas! É inconcebível que o Estado, representado pela Secretaria de Segurança Pública para o caso de desaparecimentos, não tenha respostas quanto ao caso do meu filho após 6 meses. O pior de tudo, o caso está praticamente arquivado!Não podemos conviver com o descaso e omissão do Estado! Se preciso for, vou até as últimas consequências para obter respostas sobre o meu filho!


Cíntia da Silva Barbosa, mãe de Lukas Wesley Barbosa (3 anos), desaparecido em 23/09/2012, na cidade de São Paulo-SP.


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Nova atualização em 15/10/2012 -

Veja mais ....  Famliares e amigos não acreditam na versão da polícia e fazem protesto exigindo a continuidade das investigações. 

Veja no site: http://www.desaparecidosdobrasil.org/criancas-desaparecidas/sao-paulo/lukaswesleydasilva


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Atualização em 05/10/2012 - Já são 11  do desaparecimento do pequeno Lucas.

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Completa uma semana o desaparecimento  do pequeno Lucas Wesley Barbosa ( e/ou Lucas Wesley da Silva), de 3 anos, que sumiu no último dia 23, quando estava frente à sua casa na Vila Tango  em São Paulo. A polícia fez rastreamento na região durante toda semana e os moradores do local também fizeram uma passeata numa manifestação por ajuda para encontrar o Lucas. A única pista seria um adolescente visto de mãos dadas com a criança poucos minutos antes do sumiço. 


A partir da descrição de uma testemunha, a polícia especializada fez o retrato falado do suspeito que foi repassado para a mídia na esperança de alguém reconhecê-lo. 

Qualquer informação pode ser enviada para o  DISK DENÚNCIAS 181  SP  O anonimato é garantido.


Mais notícias - G1 SP






25 de out de 2013

Rio de Janeiro pressiona governo para criar uma Delegacia para Pessoas Desaparecidas


CAMPANHA 

Jovita Belfort, mãe do lutador de UFC Vitor Belfort, está lançando uma mobilização exigindo a criação de uma delegacia especializada em investigar desaparecidos no Rio. Sua filha, Priscila, desapareceu em janeiro de 2004. Só nesse ano, já são mais de 3.600 desaparecidos no Estado do Rio.

A pior coisa para parentes de um desaparecido é que qualquer história que inventarem pra você pode se encaixar na situação. Tem dias que acordo achando que a Priscila está morta. Em outros, tenho a esperança de que o telefone vai tocar com minha filha do outro lado da linha.

Casos como o da minha família atingem muita gente e isso, infelizmente, não tem atenção especial do Governo. Ao contrário de outras capitais, o Rio não possui uma delegacia exclusiva para investigar o desaparecimento de pessoas. Ainda que a chefe de Polícia, Martha Rocha, tenha demonstrado interesse nisso, nada foi feito na prática.

No dia 9 de janeiro de 2004, minha filha Priscila foi trabalhar. Colegas a viram entrando no escritório e, mais tarde, saindo para o almoço. Depois disso, Priscila desapareceu. Na mesma noite, meu outro filho, Vitor, foi dar queixa na 14ª DP. Eu, familiares e amigos não aguentamos e saímos pela cidade em busca dela. Voltamos para casa de manhã sem nenhuma informação.

O caso chegou na mídia e eu recebi dois pedidos de resgate, ambos falsos. Minha vida se transformou em peregrinações diárias à Polícia e, em uma delas, soube que havia indícios de que minha filha havia sido assassinada pelo traficante Gerinho, do Morro da Providência. O bandido acabou morrendo e a polícia foi interrogar Sapinho que, à época, era o "dono" do morro. Fiquei desesperada, mas ele negou envolvimento no suposto assassinato da Priscila. Tempos depois, encontraram três meninas parecidas com ela. Mais um alarme falso: nenhuma era minha filha. Embora tenha sofrido com mais essa decepção, meu coração ficou um pouco menos apertado ao saber que três mulheres haviam conseguido voltar para suas famílias.
Agora, com o caso do pedreiro Amarildo, a questão dos desaparecidos voltou à tona. A sociedade precisa aproveitar o momento para cobrar da delegada Martha Rocha, do secretário Beltrame e do governador Sérgio Cabral a criação da delegacia especializada em investigar desaparecidos! Não podemos mais postergar essa história! Esse é um passo fundamental para dar a essas famílias a atenção e o cuidado que elas merecem.

Jovita Vieira Belfort, mãe de Priscila Belfort

Saiba como pressionar o governo do Rio de Janeiro ► http://paneladepressao.org.br/campaigns/362

Caso Priscila Belfort - Desaparecidos do Brasil





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19 de out de 2013

Promotoria reabre o caso da Beatriz Winck idosa que desapareceu no Santuario de Aparecida


Após um ano do desaparecimento da idosa de 78 anos em Aparecida, o Ministério Público do Rio Grande do Sul, que assumiu as investigações em julho deste ano, acredita que ela ainda esteja viva, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço (veja o vídeo). Por isso, o promotor Pietro Chidichimo Júnior vai a São Paulo no fim de outubro para juntar novos depoimentos e fazer uma reconstituição dos últimos passos da mulher.

Beatriz Winck desaparecida



Para ele, a linha de raciocínio é clara. “Eu ainda trabalho com a ideia de que ela esteja viva. Se ela estiver com alguma pessoa, ela está com alguém conhecido. Isso faz sentido”, ressalta. Pietro Chidichimo, encaminhou um ofício à Promotoria de Justiça de Aparecida para que seja descoberto o proprietário de um telefone celular utilizado para ligações telefônicas anônimas aos familiares de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, de 78 anos.

Assista a reportagem:


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Interpol encontra os pais biológicos de Maria


ATUALIZAÇAO - 1/11/2013

Pais biológicos de Maria são um casal de ciganos, que deram a criança por não terem como alimentá-la. Confirmado pelo teste DNA. O casal que cuidava dela está preso e a menina será encaminhada para adoção.


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Conhece alguma criança sequestrada há quatro anos? 

Esta pergunta  está sendo manchete em todos os jornais do mundo.


"Maria" 4 anos encontrada em um acampamento cigano na Grécia.

Estes olhos tristes  estão comovendo a Grécia.
Teria sido este o destino de Maddie,  - Madeleine - desaparecida há 4 anos, quando os pais sairam  numa  viagem de férias à Portugal em 2007?

Maria

Em uma batida contra drogas, realizada pela polícia da Grécia,  esta menina de olhos azuis foi encontrada em um acampamento cigano, na quarta-feira perto de Farsala, no centro do país. Uma promotora de justiça que acompanhava a operação, conta que viu uma cabecinha loira saindo debaixo das cobertas e achou estranho pois a garotinha em nada se parecia com o casal com o qual vivia. Testes de DNA revelaram que não é filha deles.

Foi autorizado pelo promotor público a divuglação das fotos da  criança. "Até agora não temos nenhuma informação do desaparecimento de uma criança dessa idade na Grécia", disse o chefe da polícia da região de Tessália, Vassilis Hatatsis, para a agência de notícias AFP. A polícia grega pediu ajuda da Interpol para encontrar  a famiia  biológica de Maria e instituições buscam apoio de grupos internacionais de assistência a crianças desaparecidas e vítimas de abuso.

Acredita-se que, pelas feições da menina ela possa ser do Leste ou Nordeste da Europa.

Suposto sequestro em 2009.

As investigações iniciais revelaram que Maria provavelmente foi  sequestrada em 2009.

A polícia grega agora investiga, em maternidades, clínicas, hospitais e lares para crianças, não só os pais com filhos de quatro anos de idade, mas também outros casos semelhantes, o que poderia indicar o tráfico de crianças organizado.

Advogado: Mãe queria se livrar da criança .
A advogada do casal que estava com Maria, em entrevista  para a TV disse: "Skai" de uma adoção ilegal. A menina nasceu de uma mulher estrangeira na Grécia. "Eles queriam se livrar da criança".

Maria pode ter sido raptada de um hospital ou abandonada por sua mãe, disse Halatsis, chefe da polícia.

A menina libertada agora está sob os cuidados da Organização "Sorriso de uma Criança", que ajuda a trazer crianças desaparecidas ou abusadas de volta para seus pais.

Maria está confusa, disse Kostas Yannopoulos, presidente da organização. "Ela viveu em circunstâncias muito pobres, de repente foi arrancada do habitat". Ele conta que ela chorou por muito tempo antes de adormecer de cansaço.

A história de Maria nos faz lembrar a de "Maddie", 3 anos, que desapareceu em 2007, de sua cama em um apartamento de férias em Portugal. O caso foi reaberto recentemente, quando a Scotland Yard divulgou novas imagens de dois suspeitos. (Kko / SDA)

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9 de out de 2013

Onde está Artur Paschoali ?

O estudante universitário de Guará (DF) Artur Paschoali partiu em uma viagem com amigos pela América Latina. No Peru, ele resolveu se distanciar do grupo para conhecer melhor o país. Ele estava fora do Brasil há três meses, vivendo e trabalhando em cidades do Peru.
Por volta das 16h do dia 21 de dezembro, o estudante disse ao gerente do restaurante onde estava trabalhando que iria sair para tirar fotos da cidade.
A partir desse momento não retornou mais.






Organizações tentam suprir falta de cadastro nacional de desaparecidos; conheça as principais



Do R7

Apesar do alto número de pessoas que desaparecem no Brasil todos os anos, o País carece de um cadastro nacional de dados que funcione satisfatoriamente. Em março deste ano, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Justiça, lançou a nova versão de um site que existe desde 2009.

No entanto, o chamado Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos registra, até hoje, pouco mais de 300 casos. Número pequeno diante da demanda nacional (visite o site: http://www.desaparecidos.gov.br/).

Para suprir essa carência, a sociedade civil criou organizações que lidam com o tema e buscam fazer cadastros próprios. Veja abaixo a lista das principais entidades não governamentais e de alguns sites de Polícia Civil direcionados para casos de desaparecimento.
Não governamentais

  • Mães da Sé
http://www.maesdase.org.br/
  • Mães em Luta
http://www.maesemluta.org.br/procura_se.php
  • CriDesPar
http://www.cridespar.org.br/
  • Mães do Brasil
http://blogdasmaesdobrasil.blogspot.com.br/
  • Desaparecidos do Brasil
http://www.desaparecidosdobrasil.org/criancas-desaparecidas/


Estaduais
Desaparecidos MG
http://www.desaparecidos.mg.gov.br/
SSP São Paulo
http://www.ssp.sp.gov.br/servicos/pessoas_desaparecidas.aspx
FIA (RJ-GOV)
http://www.fia.rj.gov.br/sos.htm
Goiás
http://www.policiacivil.go.gov.br/categoria/pessoas-desaparecidas
Assista ao vídeo


29 de set de 2013

Filhos resgatam o pai desaparecido que vivia nas ruas

Inesperadamente a vida surpreende e traz uma nova chance para Arthur


Arthur Motta - em 7 anos envelheceu o triplo, diz ele.

Tudo o que eu mais quero é ser internado, diz Arthur Motta (47), que em 2006 abandonou a família, seu emprego  de diagramador no Correio Braziliense em Brasília  e seguiu para a Bahia onde aprendeu a fazer origamis com folhas de coqueiro, os quais  passou a vender nas sinaleiras para ganhar alguns trocados para  sua sobrevivência e principalmente  sustentar sua dependência química.

Da maconha ao crack

Nestes 7 anos ele foi de cidade em cidade, sem rumo percorreu mais de 40 cidades e foi em Uberlândia (MG) onde fez a última ligação para a família há cinco anos atrás. De lá seguiu para Ribeirão Preto (SP) onde passou a viver na rua.

"Já devo ter vendido mais de mil grilos de folha de coqueiro por esta cidade" 
 Contou ele ao ser entrevistado pelo Jornal A Cidade, que após ouvir a incrível história daquele homem,  procurou contato com a família dele em Brasília.

Em meio às lágrimas Arthur recebe o abraço dos filhos

Em lágrimas e de joelhos, Arthur pede perdão aos filhos, que viajaram de madrugada de Brasília a Ribeirão assim que receberam a notícia da localização do pai, pela reportagem. Não cabendo em si de alegria, Arthur gritava abraçado à eles: "Estes são meus filhos! Meus filhos!

Arthur conta que toda a semana entrava em uma lan house para ver a foto deles pela internet. Confessa que não entrou em contato por vergonha.

"Sou dependente químico, vivo nas ruas... mas nunca passei fome" disse ele.
Alegre, tira do bolso as moedas arrecadadas no sinaleiro onde vendia seus origamis e convida-os para almoçar, recusando que eles pagassem seu almoço.

Após conversarem muito, matarem a saudade, ele atende ao apelo da família,  aceitando voltar a Brasília, se submeter à um tratamento para se livrar do vício do CRACK. Antes de seguir para um hotel com os filhos, ele entrega seu cachimbo para uma companheira de rua.


A HISTÓRIA:
Fonte A Cidade

‘Ele vai renascer’, diz irmã
“Ele aceitou viajar conosco neste domingo [dia 30] para Brasília”, afirmou sua irmã mais velha, a servidora pública Julietta Motta.
Neste sábado (28) mesmo ela procurava clínicas de depedência química para interná-lo na capital.
Segundo sua irmã, a dependência começou logo aos 16 anos, primeiro com maconha. Após vários períodos difíceis, ele conseguiu estabilizar o vício, casou e teve dois filhos – além do terceiro, o mais velho, que é de criação.Durante a gestação do caçula, teve nova recaída, de álcool e maconha. O crack só veio depois que já havia deixado Brasília. Foi devido ao vício que sua estrutura familiar veio abaixo.
Após ficar cinco anos sem manter contato, parte da família perdeu as esperanças. “Minha mãe sonhava que ele estava morto”, diz Julietta. “Talvez ele estivesse morto aos olhos da sociedade. Mas agora queremos provar que ele pode renascer”, completa a irmã, com alívio.
Arthur diz ter vergonha de encontrar a mãe
Em lágrimas, e de joelhos, Arthur pediu perdão ao filhos. “Não há o que perdoar, pai”, respondeu o bancário Herbert Silva de Souza, seu filho de criação. Ao lado, Arthur Motta Júnior, que não o via desde os 11 anos, também chorava.
Se for mesmo a Brasília, ele reencontrará também seu caçula, de 14 anos. 
A irmã e o sobrinho foram facilmente reconhecidos. A maior dificuldade foi com o cunhado Gilmar.
“Você está muito mais gordo”, brincou Arthur.
Sua mãe, com 73 anos, ainda não sabe que ele foi encontrado. “Tenho vergonha que ela me veja nesse estado”, afirmou Arthur, que se surpreendeu ao se ver no próprio retrato, feito pelo fotógrafo doA Cidade na quarta.
“Quero muito me livrar dessa praga do crack, mas não consigo. Por isso, tenho que sofrer e não mereço voltar com vocês”, desabafou.

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